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Anedotas de Ignorância

Filhos sem nada para comer

Havia uma família em que o marido chegava a casa e os filhos estavam todos a chorar com fome.

E a mulher dizia sempre assim:

- Então Joaquim, o que trouxestes hoje para a gente comer?

- Não trouxe nada!

- Então os miúdos estão a chorar com fome?!

- Espera aí, que eu vou já resolver! Chama lá o mais pequeno!

Ele puxa uma cadeira, põe o miúdo ao colo e diz:

- Então filho?! O que é que dizias agora a um bife com batatas fritas?

- Aí, meu pai! Era tão bom!

- Ah, então depois uma sopa assim bem quentinha?!

- Aí, era uma maravilha!

- Ah, e depois da sopa assim um gelado?!

O miúdo não disse nada.

O homem, ao ver que este já estava a dormir diz:

- Maria, traz-me o outro que este já jantou!

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Impossível ler

No consultório, o oculista faz os exames de rotina:

- O que é que está escrito aqui?

E o paciente responde:

- Não sei.

O médico aponta para uma palavra com letras maiores:

- E agora? O que está escrito aqui?

Ele se esforçou, mas não conseguiu ler nada.

O médico aponta então para a palavra com as letras maiores e pergunta:

- O que está escrito aqui?

- Ainda não sei - responde o paciente.

- Bom, só há uma maneira, vamos ter que operar - diz o médico.

Depois da operação, o paciente pergunta ao médico:

- E agora, doutor? O senhor acha que eu vou conseguir ler tudo?

- Claro que sim! A operação foi um sucesso!

E o paciente, todo contente:

- Obrigado, doutor! Como a medicina está avançada! O senhor acredita que antes da cirurgia eu era analfabeto?

Porque razão?

Numa cidade do interior, o Presidente da Câmara vai ter com um famoso advogado.

- Doutor - começa ele - segundo informações do nosso departamento financeiro o senhor obteve no ano passado quase 1 milhão de euros, é verdade?

- Sim, é verdade - confirma o advogado.

- E segundo esse mesmo departamento o senhor não fez nenhuma contribuição às nossas obras sociais.

- Isso também é verdade, Presidente. Mas, me diz uma coisa, o seu departamento financeiro não lhe informou que a minha mãe morreu de cancro o ano passado e que a conta do hospital ficou em quase 200 mil euros?

- Nã… nã… não, doutor!

- E também não lhe informaram que o meu irmão sofreu um acidente e está paraplégico, tem seis filhos pequenos e a família não tem rendimento nenhum?

- Nã… não… me informaram, doutor!

- E também não lhe informaram que a minha irmã perdeu a sua casa, o seu carro e todos os seus móveis numa cheia?

- Não, não sabia, desculpe-me… eu…

- E se eu não dei nenhum cêntimo para eles, você acha que eu vou dar para as suas obras sociais?

É tudo mentira… o que a minha sogra diz!

O Guarda manda o sujeito parar o carro.

- Os seus documentos, por favor! O senhor estava a 130 km/h e a velocidade máxima nesta estrada é 100.

- Não, senhor Guarda, eu estava a 100, com certeza. A sogra dele corrige:

- Ah, Chico, o que é isso?! Você estava a 130 ou mais!

O sujeito olha para a sogra com o rosto fervendo.

- E sua lanterna direita não está funcionando…

- A minha lanterna? Nem sabia disso. Deve ter pifado na estrada…

A sogra insiste:

- Ah, Chico, que mentira! Você estava dizendo há semanas que precisava de consertar a lanterna!

O sujeito fica fulo e faz sinal à sogra para ficar quieta.

- E o senhor está sem o cinto de segurança.

- Mas eu estava com ele. Eu só tirei para pegar os documentos!

- Ah, Chico, deixe disso! Você nunca usa o cinto!

O sujeito não se contém e grita para a sogra:

- CALE-SE DE UMA VEZ!

O Guarda inclina-se e pergunta à senhora:

- Ele grita sempre assim com a senhora?

Ao que ela responde:

- Não, senhor Guarda! Só quando ele bebe.