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Anedotas de Joãozinho

Cadeiras

O Joãozinho pergunta ao pai:

- Pai, como é que um bêbado se sente?

O pai responde:

- Filho, vê aquelas duas cadeiras ali à frente. Um bêbado veria quatro cadeiras.

E o Joãozinho responde:

- Mas pai, ali só está uma cadeira!

Mais anedotas de Joãozinho

Juiz vai à Câmara Municipal de Cuba

Um juiz teve de ir tratar de uns assuntos à Câmara Municipal de Cuba.

Foi de comboio.

Chegado à estação de Cuba, não encontrou ninguém a quem perguntar onde era a câmara.

Apenas um alentejano se encontrava na estação, quase deitado num banco, meio dormitando, com o chapéu posto sobre os olhos e com as mãos nas algibeiras.

Não encontrando mesmo mais ninguém, o juiz resolveu perguntar ao alentejano:

- O senhor, por favor, podia indicar-me onde é a Câmara Municipal de Cuba?

O alentejano, praticamente sem se mexer e sem falar, abanou apenas a ponta do pé indicando a direção.

O juiz, espantado, disse:

- Nunca vi tamanha prova de preguiça na minha vida! Se me der outra demonstração dessas dou-lhe cinquenta euros!

O alentejano respondeu:

- Meta-os aqui na algibeira.

Mê qrido filho

Mê qrido filho.

Escrêvo-te algumas linhas apenas pra saberes questou viva.

Estou-te a escrever devagar, pois ê sei que nâ sabes ler depressa. Nâ vais reconhecer a nossa casa quando voltares. Tê pai leu no jornal que os acidentes acontecem a vinte kilometros de casa, por isso agente mudou-se.

Nâ te posso mandar a morada, porque a última família caqui viveu levou os núeros com ela pra nâ terem de alterar a morada. Temos uma máqna de lavar roupa mas nâ trabalha muito bêm, a semana passada pus lá 14 camisas, puxei a correnti e nunca mais as vi.

Acerca do tê pai, ele arranjou um bom emprego, tem 1500 homens debaixo dêli, pois agora está cortando a relva no cemitério. A magana da tua irmã Maria teve bébé esta semana, mas sabes, ê nâ consegui saber sê é menino ó menina, portanto nâ sei sés tio ó tia. O tê Ti Patrício afogou-se a semana passada num depósito de vinho lá na adêga cuprativa, alguns cumpádris tentaram salvá-lo, porra! Massabes, ele lutou bravamente contra eles. O corpo foi cremado mas levou 3 dias pra apagar o incêndio.

Na quinta fêra fui ao mèdco e o tê pai foi comigo, o médco pós-me um pequeno tubo na boca e disse-me pra nâ falari durante 10 minutos. Atã nâ sabes que o tê pai ofereceu-se logo pra comprar o tubo ao médco. Esta semana só choveu duas vezes, na primeira vez choveu durante 3 dias, na segunda durante 4 dias. Nâ segunda-fêra teve tanto vento quma das galinhas pós o mesmo ovo 4 vezes.

Recebemos uma carta do cangalhêro, que informava que so último pagamento do enterro da tua avó nâ for fêto no prazo de 7 dias, devolvem-na. Olha, mê filho, cuida-ti.

Nâ te esqueças de beber o lête todas as nôtes, antes de enterrares os cornos na fronha.

Um bêjo
Joaquinha do Chaparro

PS: Era pra te mandar 50 êros, mas como jâ tinha fechado o invelope, nâ tos mandei. Olha, fica prâ próxima.

Presidente da República e a tragédia

O Presidente da República faz uma visita a uma escola e entra numa sala de aula no meio de uma discussão sobre significado das palavras.

A professora pergunta ao Presidente se ele gostaria de conduzir o tema na discussão da palavra "Tragédia".

Ele aceita e pede à turma que lhe dê um exemplo de tragédia.

Um garoto se levanta e diz:

- Se meu melhor amigo está brincando na rua e um carro o atropela, isto seria uma tragédia.

- Não - diz o Presidente - isto seria um acidente.

Uma rapariga levanta a mão.

- Se um autocarro escolar levando cinquenta crianças - pergunta ela - caísse na ribanceira, matando todo mundo, isto seria uma tragédia?

- Também não - explica o Presidente - Neste caso, seria uma grande perda.

A sala fica em silêncio.

Nenhum voluntário.

O Presidente olha para a turma:

- Não há ninguém aqui que pode me dar um exemplo de tragédia?

Finalmente, lá no fundo da sala, o Joãozinho levanta a mão.

Com uma voz tranquila ele diz:

- Se o avião presidencial, levando o senhor e a sua mulher, fosse atingido por um míssil, matando todos os ocupantes, isto seria uma tragédia!

- Fantástico! - exclama o Presidente - correto! E você pode me dizer por que seria uma tragédia?

- Bem, - diz o Joãozinho - porque não seria um acidente, e também não seria uma grande perda!