Ignorância

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Últimas palavras

Um homem está no hospital à beira da morte, cheio de tubos para mantê-lo vivo o máximo possível, mas como parecia que estava nos momentos finais de vida, a família chama o padre para fazer as últimas orações. Quando o padre senta-se ao lado do homem, o estado dele parece piorar rapidamente, e ele pede freneticamente com gestos algo para escrever. O padre dá-lhe um bloco e uma caneta, e o doente escreve algo, sendo que, logo de seguida, acaba por morrer. O padre faz umas orações e guarda o bloco sem ler. No enterro, depois da cerimónia, o padre mexe no bolso e encontra o bloco, e lembra-se de que o homem tinha escrito algo. Ele aproveita a presença de todos e diz:

- O nosso amigo ainda chegou a escrever algo neste bloco antes de morrer. Acho que todos gostariam de saber qual foi o seu último pensamento.

Ele abre o bloco e lê em voz alta:

- Você está a pisar o meu tubo de oxigênio!

Mais anedotas de ignorância

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Imediato! O meu casaco vermelho!

O capitão do navio encontra-se no seu camarote quando o imediato lhe vem dizer que avistaram um navio pirata que vem na sua direção. O capitão sobe até ao convés, observa o navio ao longe com um telescópio e diz:

- Traz-me o meu casaco vermelho.

O imediato pergunta:

- Casaco vermelho? Mas… para quê? - Vamos combater daqui a nada.

- Se eu for ferido, não quero que a minha tripulação veja o meu sangue e se amedronte. Quero que combatam até ao fim sabendo que vamos ganhar!

O imediato vai buscar o casaco e a tripulação é vitoriosa na batalha. Passado uma semana o imediato torna a chamar o capitão por causa de outro navio pirata. O capitão torna a observar o navio, verifica que este é maior e diz:

-Traz-me o meu casaco vermelho e as minhas calças vermelhas. O imediato assim faz, o capitão veste-se e travam nova batalha. Uma vez mais, são vitoriosos. Duas semanas depois o imediato torna a chamar o capitão para ver mais um navio pirata. O capitão observa o navio ao longe e repara que este é de um tamanho colossal. Diz o capitão:

- Imediato… traz-me as minhas calças castanhas…
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O mais importante!

Quando o Papa veio em visita ao Brasil, uma noite estava meio sem ter o que fazer, desceu escondido e entrou na limusina posta à sua disposição. O motorista, que estava descansando no banco traseiro tomou um susto.

- Sua santidade, me desculpe. Onde posso levá-lo?

- Fique à vontade meu filho. Estou querendo dirigir, coisa que nunca me deixam.

E lá se foi a limusina com o Papa na direção. Avenida larga, o Papa pisou fundo no acelerador. Um policial vendo a limusina acima da velocidade permitida intercetou-a com a motocicleta. Com a limusina parada, o policial aproximou-se e bateu na janela do motorista. O Papa de imediato a abriu. O policial deu uma olhada, mandou o Papa aguardar e voltou à moto. Ligou o rádio para a Central.

- Alô central. Eu intercetei uma limusina com a pessoa mais importante do mundo e não sei o que fazer.

- Certo, entraremos em contacto com a embaixada americana e resolveremos esse problema com o presidente Clinton.

- Não, central, não é o Clinton, é muito mais importante.

- O que foi que o Bill Gates andou aprontando? Apreenda a limusina que dinheiro para esse cara não quer dizer nada.

- Não, não é o Gates, central. É o cara mais importante do mundo "mesmo"!

- Mas que droga. Afinal quem foi que você parou?

- Só para vocês terem ideia, o motorista dele é o Papa.
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Nem aumenta, nem diminui!

Depois de dez anos, a moça do Censo voltou a uma pacata cidade do sertão e, depois de falar com todos os habitantes chegou à surpreendente conclusão que a população continuava exatamente a mesma! Nem aumentou, nem diminuiu! Espantada com o fato a moça foi perguntar à moradora mais antiga da cidade:

- Por acaso a senhora sabe explicar como isso pôde acontecer?

- É muito simples! - afirmou a velhinha - Cada vez que nasce um bebê na cidade, foge um rapaz!