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Anedotas de Bêbados

O caminho

Dois padres estão perdidos e um deles pergunta para um homem que está visivelmente bêbado:

- Com licença, você sabe me informar onde fica a farmácia?

E o bêbado explica:

- Claro, fica ali na esquina virando à direita.

Os padres agradecem, começam a seguir o caminho mas um pergunta ao outro:

- Será que não deveríamos ajudar aquele pobre homem que tomou o caminho da bebida?

E o padre responde:

- É verdade. Temos o dever de ensinar a palavra do Senhor e ajudar aquele homem.

Eles voltam até ao bêbado e perguntam:

- Caro senhor, você gostaria que lhe ensinássemos o caminho de Deus?

Ao que o bêbado responde:

- Vocês não sabem nem o caminho da farmácia, imagino o caminho de Deus!

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Escorregamento na calçada

Numa certa paróquia havia, para as confissões, um código conhecido por todos os moradores, que era utilizado pelas mulheres quando se confessavam, fazendo com que em vez de dizerem que tinham praticado o adultério diziam antes que tinham escorregado na calçada.

Após alguns anos no serviço, o padre dessa paróquia, já com alguma idade, decidiu reformar-se mas esqueceu-se de falar sobre o código ao substituto.

Durante o confessionário, e sem saber da existência do código, o padre não sabia que penitência dar porque não via qualquer mal numa escorregadela na calçada.

Ao longo das semanas a ouvir sempre a mesma expressão decidiu que tinha de intervir.

Assim acabou por ir falar com o Presidente da Câmara da região:

- Boa tarde Sr. Presidente, eu vim falar consigo para resolver o problema das calçadas do município. Eu acho que elas estão a precisar de obras, muita gente anda a queixar-se de escorregar na calçada.

O Presidente, sabendo do significado, nada disse, apenas começou a rir-se.

O padre inconformado nem esperou por uma resposta:

- Olhe que não se devia rir de assuntos sérios, é só perguntar à sua esposa, que só esta semana já escorregou três vezes.

O atropelamento

Certo dia estava o Zé da Boina a passar na estrada e viu um montão de pessoas todas a monte.

O Zé da Boina decidiu ir lá ver o que se passava e como não conseguia ver nada decidiu arranjar uma desculpa.

- Deixem-me passar que eu sou irmão dele!

Imaginem o seu espanto ao ver um burro morto no meio do chão!

Sou uma ervilha!

Numa cidade do interior, uma pessoa andava tranquilamente na rua.

De repente, ele vê uma galinha e começa desesperadamente a correr, apavorado, gritando socorro.

Os seus familiares estavam sem saber o que fazer, pois era uma coisa absurda.

Então levaram o homem a um psiquiatra.

- Diga-me, qual é o seu problema?

- Doutor, sou uma ervilha e se não me cuido posso ser devorado por uma galinha.

- Ah, sim, é claro. Mas veja bem, o senhor tem duas mãos, não é verdade?

- Sim, mas e daí?

- O senhor já viu uma ervilha com braços?

- Não…

- Duas pernas, como essas que o senhor usa para fugir das galinhas?

- Não… nunca pensei nisso…

- Veja outra coisa, uma ervilha nunca estaria aqui a falar comigo!

- Não acredito doutor! O senhor mudou a minha vida! Eu nunca tinha pensado nisso antes! Agora eu sei que não posso ser uma ervilha, é uma coisa absurda!

Então o homem acaba por ir embora, todo feliz, com a sua identidade redescoberta.

Tranquilo, andando pela rua, ele vê outra galinha e sai a correr apavorado de novo, mas desta vez um carro acaba por o atropelar.

Foi para o hospital todo magoado e entre as visitas médicas, naturalmente, chamaram o psiquiatra:

- Mas o que é que aconteceu? Você não me disse que agora sabia que não era uma ervilha?

- Saber eu sei, mas o senhor acha que a galinha já sabe?