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Anedotas de Ignorância

Final feliz

Um homem e uma mulher se envolvem num acidente de grandes proporções: os carros são inteiramente destruídos, mas, por sorte, nenhum dos dois fica ferido.

Depois de conseguirem sair do que restou dos carros, a mulher diz:

- Olha só! Você, um homem, e eu, uma mulher, saímos ilesos de um acidente destes! Só pode ser um sinal de Deus! Ele está nos dando uma oportunidade para nos conhecermos e ficarmos juntos para o resto da vida!

- Concordo - responde o homem - isto deve ser um sinal divino!

A mulher continua:

- E olha só, um outro milagre: o meu carro ficou totalmente destruído, mas esta garrafa de uísque não partiu! Deve ser outro sinal. Vamos beber e comemorar esta sorte.

E ela entrega a garrafa ao homem.

Ele concorda, abre a garrafa, toma alguns goles diretamente da garrafa e devolve o frasco à mulher.

Ela a pega, coloca a tampa de volta, e a devolve ao homem.

Ele não entende o gesto e pergunta:

- Você não vai querer beber?

- Não! Eu vou esperar que a polícia chegue com o bafômetro…

Mais anedotas de Ignorância

Não há razão para alarme!

Num avião de uma companhia internacional, um dos reatores rebenta no ar.

Os passageiros entram em pânico.

Logo a seguir rebenta outro.

O pânico acentua-se.

Da cabine dos pilotos vem a mensagem apaziguadora do comandante:

- Senhores passageiros, não há razão para alarme, agradeço que permaneçam nos seus lugares, a situação está completamente controlada.

Nisto rebenta o terceiro reator.

O chefe da cabine sai a correr do fundo do avião com três mochilas na mão.

Um dos aflitos passageiros arranja interpela-o:

- Desculpe, isso que leva aí é o quê?

- São para-quedas para a tripulação… - responde o tripulante.

Exclama o passageiro:

- Mas o capitão acabou de dizer que está tudo sob controle!

E responde o tripulante:

- E está! Nós vamos só sair um bocadinho para ir buscar ajuda…

Um para mim, um para ti

Numa cidade do interior havia uma figueira carregada dentro do cemitério.

Dois amigos decidiram entrar lá à noite (quando não havia vigilância) e levar todos os figos.

Eles saltaram o muro, subiram a árvore com as mochilas penduradas no ombro e começaram a distribuir o prémio:

- Um para mim, um para ti. Um para mim, um para ti.

- Meu, deixaste cair dois para o lado de fora do muro!

- Não faz mal, depois de nós terminarmos aqui vamos buscar os outros dois.

- Então está bem, mais um para mim, um para ti.

Um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, ouviu esse negócio de "um para mim e um para ti" e saiu correndo para a esquadra.

Chegando lá, contou para o polícia:

- Guarda, vem comigo! Deus e o Diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos!

- Ah, cala a boca bêbado, vai dormir!

- Juro que é verdade! Vem comigo!

Os dois foram até o cemitério, chegaram perto do muro e começaram a ouvir:

- Um para mim, um para ti.

O guarda assustado:

- É verdade! É o dia do Apocalipse! Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem depois?

- Um para mim, um para ti. Pronto, acabamos aqui. E agora?

- Agora nós vamos lá fora e levar os dois que estão do outro lado do muro.

- Cooooorrrreeeee… Poooooorrrrrra!

É tudo mentira… o que a minha sogra diz!

O Guarda manda o sujeito parar o carro.

- Os seus documentos, por favor! O senhor estava a 130 km/h e a velocidade máxima nesta estrada é 100.

- Não, senhor Guarda, eu estava a 100, com certeza. A sogra dele corrige:

- Ah, Chico, o que é isso?! Você estava a 130 ou mais!

O sujeito olha para a sogra com o rosto fervendo.

- E sua lanterna direita não está funcionando…

- A minha lanterna? Nem sabia disso. Deve ter pifado na estrada…

A sogra insiste:

- Ah, Chico, que mentira! Você estava dizendo há semanas que precisava de consertar a lanterna!

O sujeito fica fulo e faz sinal à sogra para ficar quieta.

- E o senhor está sem o cinto de segurança.

- Mas eu estava com ele. Eu só tirei para pegar os documentos!

- Ah, Chico, deixe disso! Você nunca usa o cinto!

O sujeito não se contém e grita para a sogra:

- CALE-SE DE UMA VEZ!

O Guarda inclina-se e pergunta à senhora:

- Ele grita sempre assim com a senhora?

Ao que ela responde:

- Não, senhor Guarda! Só quando ele bebe.