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Anedotas de Alentejanos

Mas está a chover?!

Um alentejano anda a regar a horta.

Começa a chover, mas ele continua a regar.

Passa um vizinho que lhe pergunta:

- Atão compadri! Está a choveri e vomeçê continua a regari?

Responde o agricultor:

- Ê cá nã preciso de favores de ninguém!

Mais anedotas de Alentejanos

Alentejanos fazem um ralizito

Estão dois alentejanos sentados numa esplanada e pedem duas latas de refrigerante.

Um deles pega na sua lata, deita-a no copo e, depois, amassa a lata toda.

O outro pega na lata, sopra com força e endireita-a.

Passado um pouco, o primeiro diz:

- Compadri, tenho aí o carro do mê primo que está cá de férias. Aquilo anda mesmo… Quer ir fazer um ralizito?

E vão para uma estrada cheia de curvas, a acelerar mesmo a fundo, mas não conseguem fazer uma curva e espatifam o carro.

Um deles sai, então, do carro e começa a soprar pelo tubo de escape, e o outro pergunta:

- Atão, compadri, que está fazendo?

- É para ver se endireito o carro como a lata!

- Atão, ó compadri, está bêbado ou quê? Nã está vendo que os vidros estão partidos?

O julgamento da toupeira

Um dia na floresta houve um julgamento de uma toupeira que acabou condenada à morte.

Quando o dia da execução chegou, perguntaram-lhe:

- Tem algum último desejo?

Ao que a toupeira respondeu:

- Enterrem-me viva!

Preciso de um empurro!

De madrugada, um casal acorda ao som insistente da campainha.

O dono da casa levanta-se e, pela janela, pergunta:

- O que é que você quer?

- Preciso que alguém me empurre. A sua casa é a única na região. Só você me pode empurrar!

Revoltado, o homem replica:

- São quatro da madrugada e pede-me para o empurrar! Você está bêbado!

E volta para a cama. A mulher não gostou da atitude do marido:

- Exageraste! Bem podias ter ajudado o indivíduo.

- Empurrá-lo? Ele está é bêbado!

- Mais um motivo. Ele não vai conseguir andar sozinho. Logo tu, que és sempre tão prestável…

Mordido pelos remorsos, o marido veste-se e vai para a rua:

- Hei, eu vou ajudá-lo. Onde está?

E o bêbado, gritando do fundo do jardim:

- Aqui, no baloiço!