Ignorância

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Não há razão para alarme!

Num avião de uma companhia internacional, um dos reatores rebenta no ar. Os passageiros entram em pânico. Logo a seguir rebenta outro. O pânico acentua-se. Da cabine dos pilotos vem a mensagem apaziguadora do comandante:

- Senhores passageiros, não há razão para alarme, agradeço que permaneçam nos seus lugares, a situação está completamente controlada.

Nisto rebenta o terceiro reator. O chefe da cabine sai a correr do fundo do avião com três mochilas na mão. Um dos aflitos passageiros arranja interpela-o:

- Desculpe, isso que leva aí é o quê?

- São para-quedas para a tripulação… – responde o tripulante.

Exclama o passageiro:

- Mas o capitão acabou de dizer que está tudo sob controle!

E responde o tripulante:

- E está! Nós vamos só sair um bocadinho para ir buscar ajuda…

Mais anedotas de ignorância

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Na lua-de-mel

Na lua-de-mel, diz o noivo para a noiva:

- Olha, tenho um segredo para te contar...

- Diz.

- Eu sou daltónico...

- Não faz mal, eu já tinha percebido...

- Ai sim?

- Sim... E também tenho um segredo para te contar...

- Conta.

- Eu não sou sueca, sou cabo-verdiana…
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Filhos sem nada para comer

Havia uma família em que o marido chegava a casa e os filhos estavam todos a chorar com fome. E a mulher dizia sempre assim:

- Então Joaquim, o que trouxestes hoje para a gente comer?

- Não trouxe nada!

- Então os miúdos estão a chorar com fome?!

- Espera aí, que eu vou já resolver! Chama lá o mais pequeno!

Ele puxa uma cadeira, põe o miúdo ao colo e diz:

- Então filho?! O que é que dizias agora a um bife com batatas fritas?

- Aí, meu pai! Era tão bom!

- Ah, então depois uma sopa assim bem quentinha?!

- Aí, era uma maravilha!

- Ah, e depois da sopa assim um gelado?!

O miúdo não disse nada. O homem, ao ver que este já estava a dormir diz:

- Maria, traz-me o outro que este já jantou!
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Últimas palavras

Um homem está no hospital à beira da morte, cheio de tubos para mantê-lo vivo o máximo possível, mas como parecia que estava nos momentos finais de vida, a família chama o padre para fazer as últimas orações. Quando o padre senta-se ao lado do homem, o estado dele parece piorar rapidamente, e ele pede freneticamente com gestos algo para escrever. O padre dá-lhe um bloco e uma caneta, e o doente escreve algo, sendo que, logo de seguida, acaba por morrer. O padre faz umas orações e guarda o bloco sem ler. No enterro, depois da cerimónia, o padre mexe no bolso e encontra o bloco, e lembra-se de que o homem tinha escrito algo. Ele aproveita a presença de todos e diz:

- O nosso amigo ainda chegou a escrever algo neste bloco antes de morrer. Acho que todos gostariam de saber qual foi o seu último pensamento.

Ele abre o bloco e lê em voz alta:

- Você está a pisar o meu tubo de oxigênio!