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Anedotas de Alentejanos

Amigos, amigos, porcos à parte

Há dois alentejanos que vão à feira de Beja e compram dois porcos, um para cada um.

Então, chegam à aldeia e metem os dois porcos na mesma pocilga.

Entretanto, anoitece e um dos compadres começa-se a lembrar:

"Os dois porcos estão na pocilga. Temos de fazer um sinal aos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro."

No outro dia, diz um compadre para o outro:

- Compadre, temos de fazer um sinal aos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro!

- Tá bem!

No outro dia encontram-se, e diz um para o outro:

- Então compadre, já fez o sinal ao porco?

- Já sim senhor! Cortei-lhe metade do rabo.

- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!

- Não há problema compadre! A gente faz outro sinal.

No outro dia:

- Então compadre, qual foi o sinal que fez desta vez ao porco?

- Olhe compadre, cortei-lhe metade da orelha direita!

- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!

- Mas olhe! Deixe lá isso, você fica com o branco que eu fico com o preto!…

Mais anedotas de Alentejanos

Metades

Um tipo encontra um amigo que lhe devia uma certa importância em dinheiro e diz-lhe:

- Mais vale perder algum dinheiro, que perder um amigo. E, para que vejas como estou a ser sincero, eu esqueço metade da importância que me deves.

O outro:

- Obrigado! De facto, os verdadeiros amigos são mesmo assim! E eu, como não quero ficar atrás, também esqueço a outra metade!

Não há razão para alarme!

Num avião de uma companhia internacional, um dos reatores rebenta no ar.

Os passageiros entram em pânico.

Logo a seguir rebenta outro.

O pânico acentua-se.

Da cabine dos pilotos vem a mensagem apaziguadora do comandante:

- Senhores passageiros, não há razão para alarme, agradeço que permaneçam nos seus lugares, a situação está completamente controlada.

Nisto rebenta o terceiro reator.

O chefe da cabine sai a correr do fundo do avião com três mochilas na mão.

Um dos aflitos passageiros arranja interpela-o:

- Desculpe, isso que leva aí é o quê?

- São para-quedas para a tripulação… - responde o tripulante.

Exclama o passageiro:

- Mas o capitão acabou de dizer que está tudo sob controle!

E responde o tripulante:

- E está! Nós vamos só sair um bocadinho para ir buscar ajuda…

O inferno perfeito

Um homem pacato, morre e vai para o inferno.

Ao chegar lá, ele descobre que há um inferno diferente para cada país e ele decide tentar o que castiga menos para passar a sua eternidade.

Primeiro, ele vai ao inferno alemão, vê uma pequena fila de pessoas e pergunta:

- O que fazem aqui?

- Primeiro põem-te numa cadeira elétrica durante uma hora. Depois põem-te numa cama de pregos por mais uma hora e por fim o diabo alemão vem com um chicote e chicoteia-te até à noite.

O homem não gosta do que ouve e vai tentar a sua sorte noutro inferno.

Ele passa pelo inferno dos EUA, da Rússia e muitos mais, mas todos eles praticam o mesmo que o inferno alemão.

Ele continua a andar até que descobre uma grande fila no inferno de Angola, era tão longa que fazia lembrar uma missa do Papa.

Muito intrigado, ele pergunta o que fazem nesse inferno e lhe respondem:

- Primeiro põem-te numa cadeira elétrica durante uma hora. Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora e por fim o diabo angolano vem com um chicote e chicoteia-te até à noite.

Aí, ainda mais admirado, o homem pergunta:

- Mas é exatamente o mesmo tratamento que fazem nos outros infernos. Porque razão é a fila aqui tão grande?

- Porque aqui nunca há eletricidade, portanto a cadeira elétrica não funciona. Os pregos foram encomendados e pagos, mas nunca foram fornecidos, porque os contentores ainda estão no porto, portanto a cama é muito confortável. E o diabo angolano é trabalhador da função pública, por isso vem apenas para assinar o ponto e depois vai embora e não está para chicotear os mortos.