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Anedotas de Ignorância

Pessoas malcriadas

A mãe pergunta ao filho:

- Porque é que já não passas tempo com o vizinho?

E diz o miúdo:

- Mãe, você gostava de passar tempo com alguém que fuma, bebe muito e ainda diz asneiras?

- Credo, claro que não! - responde a mãe chocada.

E conclui o miúdo:

- Pois é mãe, ele também não gosta!

Mais anedotas de Ignorância

Mê qrido filho

Mê qrido filho.

Escrêvo-te algumas linhas apenas pra saberes questou viva.

Estou-te a escrever devagar, pois ê sei que nâ sabes ler depressa. Nâ vais reconhecer a nossa casa quando voltares. Tê pai leu no jornal que os acidentes acontecem a vinte kilometros de casa, por isso agente mudou-se.

Nâ te posso mandar a morada, porque a última família caqui viveu levou os núeros com ela pra nâ terem de alterar a morada. Temos uma máqna de lavar roupa mas nâ trabalha muito bêm, a semana passada pus lá 14 camisas, puxei a correnti e nunca mais as vi.

Acerca do tê pai, ele arranjou um bom emprego, tem 1500 homens debaixo dêli, pois agora está cortando a relva no cemitério. A magana da tua irmã Maria teve bébé esta semana, mas sabes, ê nâ consegui saber sê é menino ó menina, portanto nâ sei sés tio ó tia. O tê Ti Patrício afogou-se a semana passada num depósito de vinho lá na adêga cuprativa, alguns cumpádris tentaram salvá-lo, porra! Massabes, ele lutou bravamente contra eles. O corpo foi cremado mas levou 3 dias pra apagar o incêndio.

Na quinta fêra fui ao mèdco e o tê pai foi comigo, o médco pós-me um pequeno tubo na boca e disse-me pra nâ falari durante 10 minutos. Atã nâ sabes que o tê pai ofereceu-se logo pra comprar o tubo ao médco. Esta semana só choveu duas vezes, na primeira vez choveu durante 3 dias, na segunda durante 4 dias. Nâ segunda-fêra teve tanto vento quma das galinhas pós o mesmo ovo 4 vezes.

Recebemos uma carta do cangalhêro, que informava que so último pagamento do enterro da tua avó nâ for fêto no prazo de 7 dias, devolvem-na. Olha, mê filho, cuida-ti.

Nâ te esqueças de beber o lête todas as nôtes, antes de enterrares os cornos na fronha.

Um bêjo
Joaquinha do Chaparro

PS: Era pra te mandar 50 êros, mas como jâ tinha fechado o invelope, nâ tos mandei. Olha, fica prâ próxima.

Que dores de cabeça!

Um mágico trabalhava num navio, fazendo espetáculos para os passageiros.

O público era diferente a cada semana, pois o mágico repetia sempre os mesmos truques.

O papagaio do capitão via os shows e começava a entender como o mágico fazia os truques.

Quando ele entendia um truque, começava a gritar no meio do espetáculo:

- Olha, não olhem para o mesmo chapéu!
- Olha, ele está escondendo as flores debaixo da mesa!
- Hei, porque é que todas as cartas são Às de Espada?

O mágico ficava furioso, mas não podia fazer nada.

Afinal de contas era o papagaio do capitão.

Então, um dia o navio afundou.

O mágico acabou agarrado a um pedaço de madeira no meio do mar e por capricho do destino, junto do papagaio.

Eles olharam um para o outro com ódio, mas não proferiram palavra alguma.

Isto continuou por vários dias.

Finalmente, no quinto dia, o papagaio não se conteve e disse:

- Ok, eu desisto! Onde é que enfiaste o navio?

O inferno perfeito

Um homem pacato, morre e vai para o inferno.

Ao chegar lá, ele descobre que há um inferno diferente para cada país e ele decide tentar o que castiga menos para passar a sua eternidade.

Primeiro, ele vai ao inferno alemão, vê uma pequena fila de pessoas e pergunta:

- O que fazem aqui?

- Primeiro põem-te numa cadeira elétrica durante uma hora. Depois põem-te numa cama de pregos por mais uma hora e por fim o diabo alemão vem com um chicote e chicoteia-te até à noite.

O homem não gosta do que ouve e vai tentar a sua sorte noutro inferno.

Ele passa pelo inferno dos EUA, da Rússia e muitos mais, mas todos eles praticam o mesmo que o inferno alemão.

Ele continua a andar até que descobre uma grande fila no inferno de Angola, era tão longa que fazia lembrar uma missa do Papa.

Muito intrigado, ele pergunta o que fazem nesse inferno e lhe respondem:

- Primeiro põem-te numa cadeira elétrica durante uma hora. Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora e por fim o diabo angolano vem com um chicote e chicoteia-te até à noite.

Aí, ainda mais admirado, o homem pergunta:

- Mas é exatamente o mesmo tratamento que fazem nos outros infernos. Porque razão é a fila aqui tão grande?

- Porque aqui nunca há eletricidade, portanto a cadeira elétrica não funciona. Os pregos foram encomendados e pagos, mas nunca foram fornecidos, porque os contentores ainda estão no porto, portanto a cama é muito confortável. E o diabo angolano é trabalhador da função pública, por isso vem apenas para assinar o ponto e depois vai embora e não está para chicotear os mortos.