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Anedotas de Crianças

Que grande traquinice!

Desesperado, o diretor olhou para o relógio e, já sem acreditar que o assistente chegaria a tempo de lhe entregar um documento importante para a reunião que estava prestes começar, ligou ao dito cujo.

Atendeu uma voz de criança meio sussurrante.

- 'Tá?

- O teu pai está?

- 'Tá… - ainda a sussurrar.

- Posso falar com ele?

- Não.

Desconcertado, o diretor tentou falar com outro adulto:

- E a tua mãe? Está aí?

- 'Tá.

- Ela pode falar comigo?

- Não. 'Tá ocupada.

- Há mais alguém aí?

- Sim… - sussurrou.

- Quem?

- Um polícia.

Um pouco surpreendido, o diretor continuou:

- O que é que o polícia está a fazer aí?

- Ele 'tá a conversar com o papá, com a mamã e com o bombeiro.

Ao ouvir um grande barulho do outro lado da linha, o diretor perguntou assustado:

- Que barulho é esse?

- É do helicóptero que acabou de chegar.

- Um helicóptero!?

- É… ele trouxe uma equipa de busca.

- Meu Deus! O que é que está a acontecer aí? - perguntou o diretor já muito assustado.

E o miúdo sussurrou com um risinho malandro:

- Eles 'tão à minha procura…

Mais anedotas de Crianças

Um voo aterrorizador

Numa terra no meio do deserto havia um aeroporto com apenas uma ligação à cidade principal.

Por ser uma terra pequena só havia dois pilotos disponíveis para essa ligação, o problema é que estes pilotos eram já idosos e usavam uma pala num olho e bengala, por isso, sempre que entravam no avião no início dos voos, os passageiros acabavam sempre por pensar que era uma piada.

Na porta do avião havia placas que acendiam conforme a situação do voo no início da descolagem que diziam: "500 metros para o fim da pista", "200 metros para o fim da pista", "100 metros para o fim da pista", e finalmente "20 metros para o fim da pista" acabando por fazer os passageiros gritarem:

- Ahhhhhhhhhhhh!

E mesmo no fim da pista o avião acaba por levantar e os passageiros suspiram de alívio.

Na cabine o piloto exclama para o outro:

- Quando eles deixarem de gritar ficamos lixados!

Espetáculo com ventríloquo

Um ventríloquo está a fazer o seu número, com o seu boneco de madeira ao seu colo.

O seu reportório para o espetáculo incide maioritariamente sobre a burrice das loiras.

A dada altura, uma loira levanta-se no meio da audiência e desata a berrar:

- Já estou farta disto! Já ouvi piadas que cheguem a denegrir as loiras! O senhor é um idiota! O que é que o faz pensar que pode estereotipar as mulheres dessa maneira? São homens como você que impedem que mulheres como nós sejam respeitadas! É por sua causa e por causa das pessoas da sua laia que esta discriminação se perpetua!

O ventríloquo fica embaraçado e tenta desculpar-se:

- Mas, minha senhora… isto é só um espetáculo…

- O senhor não se meta que eu não estou a falar consigo! Estou a falar com esse rapazinho que está sentado ao seu colo!

Rapto

O telefone de casa toca e o homem atende.

Do outro lado:

- Raptamos a sua sogra! Envio-nos cinco mil euros se a quiser de volta…

E responde o homem:

- Cinco mil? Dou-vos seis mil para ficarem com ela!