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Anedotas de Ignorância

Final feliz

Um homem e uma mulher se envolvem num acidente de grandes proporções: os carros são inteiramente destruídos, mas, por sorte, nenhum dos dois fica ferido.

Depois de conseguirem sair do que restou dos carros, a mulher diz:

- Olha só! Você, um homem, e eu, uma mulher, saímos ilesos de um acidente destes! Só pode ser um sinal de Deus! Ele está nos dando uma oportunidade para nos conhecermos e ficarmos juntos para o resto da vida!

- Concordo - responde o homem - isto deve ser um sinal divino!

A mulher continua:

- E olha só, um outro milagre: o meu carro ficou totalmente destruído, mas esta garrafa de uísque não partiu! Deve ser outro sinal. Vamos beber e comemorar esta sorte.

E ela entrega a garrafa ao homem.

Ele concorda, abre a garrafa, toma alguns goles diretamente da garrafa e devolve o frasco à mulher.

Ela a pega, coloca a tampa de volta, e a devolve ao homem.

Ele não entende o gesto e pergunta:

- Você não vai querer beber?

- Não! Eu vou esperar que a polícia chegue com o bafômetro…

Mais anedotas de Ignorância

Uma máquina como esta

Um lisboeta foi passear ao Alentejo e grita em cima duma potente mota:

- Quem é que já viu uma máquina como esta?

Os alentejanos olham admirados e não respondem.

O lisboeta vai gritando como um louco, por toda a aldeia:

- Quem é que já viu uma máquina como esta?

Mais adiante, o lisboeta e a máquina vão contra um muro.

Então, um alentejano que o tinha ouvido, diz-lhe:

- Bem feito! É para não se armar em vaidoso…

Ao que ele todo magoado, responde:

- Mas eu só estava a perguntar quem é que já tinha visto uma máquina como esta, para me dizer onde eram os travões…

Vamos almoçar fora

- Ó Maria, hoje vamos almoçar fora!

- Não posso acreditar! E aonde é que vamos?!

- Traz a mesa para o quintal!

Que dores de cabeça!

Um mágico trabalhava num navio, fazendo espetáculos para os passageiros.

O público era diferente a cada semana, pois o mágico repetia sempre os mesmos truques.

O papagaio do capitão via os shows e começava a entender como o mágico fazia os truques.

Quando ele entendia um truque, começava a gritar no meio do espetáculo:

- Olha, não olhem para o mesmo chapéu!
- Olha, ele está escondendo as flores debaixo da mesa!
- Hei, porque é que todas as cartas são Às de Espada?

O mágico ficava furioso, mas não podia fazer nada.

Afinal de contas era o papagaio do capitão.

Então, um dia o navio afundou.

O mágico acabou agarrado a um pedaço de madeira no meio do mar e por capricho do destino, junto do papagaio.

Eles olharam um para o outro com ódio, mas não proferiram palavra alguma.

Isto continuou por vários dias.

Finalmente, no quinto dia, o papagaio não se conteve e disse:

- Ok, eu desisto! Onde é que enfiaste o navio?